DIGIFOLIO - Badhoevedorp, NL
A análise sumária sobre a investigação sobre portfólios electrónicos mostra que em Portugal há um clima político e institucional bastante favorável e uma certa abertura e receptividade a esta estratégia de trabalho, tanto por parte de professores, como de alunos, sendo isso particularmente interessante no caso do ensino superior.
Parece haver consenso também sobre as dificuldades resultantes da falta de competência dos professores para usarem regularmente os portfolios o que, de alguma maneira, se deverá à falta de preparação orientada para o seu uso efectivo já durante a formação inicial. Uma formação que, consequentemente, sugerisse e induzisse o seu posterior uso com os alunos.
Nesta linha, merece destaque o papel das Universidades, quer na adopção da metodologia, quer no desenvolvimento de estudos orientados para a acção e que acabam por favorecer a difusão do portfolio e a sua apropriação por parte de alguns professores e dos respectivos alunos.Por outro lado, quando atentamos às práticas de uso de portfolios digitais, verificamos que são escassas as experiências e que o conceito de portfolio se torna menos preciso, ficando, ao nível dos discursos, toldado pela descrição da ferramenta utilizada e levando a que um e outro se confundam. Nestes casos, o portfolio aproximar-se-ia mais de uma colecção de trabalhos realizados pelo aluno, apresentada em suporte informático e sem qualquer outra característica diferenciadora do ponto de vista da aprendizagem.
Excerto da apresentação feita na 2ª reunião internacional do projecto digiFOLIO, que teve lugar em Março de 2006, na Holanda

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